A graça não está só em fazer muita coisa em pouco tempo. Mas também em fazer aprendendo sozinho. Aquele esquema “do it yourself” hoje em dia é mais fácil. Samico que o diga. Qual a invenção do século? Ele te responde.
tags: ,,,,Tá certo que desde o começo procuramos gente anônima, comum, pra contar suas histórias. Era, inclusive, uma questão conceitual dessa bagaça, todo mundo tem uma história pra contar e pronto. Nada contra os veteranos da segunda guerra, mas a tia da esquina também tem espaço.
O problema é que somos meio incoerentes. E fizemos confusão logo de cara, derrapamos nos primeiros cinco personagens, pilotos da ideia.
temos uma celebridade entre nós. Pan Pan paaaan
é, amigos, vamos focar nos outros 4 que, por enquanto, ainda não são estrelas de Hollywood. Deixemos esse negócio de conceitos para eles. O quinto elemento, Rebiscoito, já está frente aos flashes.
temos provas:
Rebiscoito aparece no vídeo como referência de estilo no blog Glamour Barato, da Mtv. hype.
Quer contar essa história pro seu avô? Ela também tá na Revista Veja (na verdade, Vejinha), que tal?
Por último, a constatação: mercha da Bacardi.
Se prepara, boninho.
tags: ,,,,Thiago Samico já foi de tudo um pouco na vida, mas algo que permanece inalterado é o seu visual, como ele conta nesse pequeno extra.
Igual ou diferente, tá valendo.
tags: ,,,Ju, já pensou que todo mundo gosta de você?
- hm
é, até aqueles de quem você não gosta
- hmm
e olha que você nem é a pessoa falsa que distribui beijos e abraços e “oi, querida”. Seu grupo de amigos não é gigante.
- hmm
- oh fuck. agora fiquei mal.
Foi assim, a gente tava na padaria conversando sobre os possíveis temas para a gravação do QuaseFilme e a Ju ficou uns dias com isso na cabeça, tentando entender o seu próprio mel .
Ela é malvada, mas nem sempre. É gentil, sabe sorrir e dá broncas assustadoras só com a sobrancelha. Talvez esse seja o segredo, mesmo aterrorizada, a pessoa consegue ficar com uma boa impressão no final. Depois, um passo pra adicionar no Facebook.
A Ju joga bola. No gol. De óculos. A Ju faz umas caretas. A Ju tem um farmville. A Ju solta uns lasers. A Ju participou de um projeto incrível de internet.




Se voce quer saber o que perdeu nos anos 00, cara, corre que dá tempo.
só não para aí na frente que ela solta um xaveco furado.
tags: ,,,,,Sabe quando a gente pensa “poxa, eu queria ter feito mais coisa, queria fazer tanta coisa” e toda esse blablabla? Todo mundo já passou por isso, não importa a idade, mas todo mundo também não faz muita coisa pra mudar isso. Essa pode ser uma afirmação semi-verdadeira, mas ela com certeza não vale para o glorioso Thiago Samico, homem de muitas facetas.
Você já pensou em ir pro Japão pela ONU? Samico já foi. Você já pensou em ser professor? Samico já foi. Você já pensou em voar pelos céus como comissário de bordo? Samico já foi. Você já pensou em viver na vida louca da cidade grande? Samico já viveu. Você já pensou em superar uma grave doença? Samico já deixou isso pra trás.
Enfim, o cara já foi de tudo um pouco, já fez de tudo. Já morou em Recife, no Japão e agora está aqui, em São Paulo, trabalhando como vendedor de tintas (não sem antes vender os sempre bons e velhos ventiladores). Tudo isso antes de completar 30 anos de idade!
História pra contar é o que não falta pro rapaz. E para quem pensa que todas essas coisas que ele foi, viveu ou passou, são reflexos de uma mente perturbada, perdida e que não sabe o que quer da vida, pense de novo. Samico sabe muito bem o que quer: ser músico.

Fácil não é, como ele bem sabe. Mas de tinta em tinta e de canção em canção, tudo pode ser possível. Ainda mais pra ele.
Anota aí, vai saber, pode ser que daqui um tempo @sameksamico domine o mundo. Mas as histórias dele foram contadas primeiro por aqui.
tags: ,,,,Quem toparia ficar saindo da estação Sumaré de metrô e indo pra estação Vila Madalena, num vai-e-vem quase eterno num dia de calor infernal, só pra ajudar os amigos no TCC deles? Tudo bem, andar de metrô até que é legal, aqueles túneis, aquelas pessoas curiosas, quem sabe o amor da sua vida na poltrona para deficientes ao seu lado, os vagões novos com ar-condicionado, vai saber, de repente até você topava.
Mas quem, além de curtir andar nesses trilhos legais, toparia rodar uma tarde inteira (no sol infernal) procurando construções para gravar passagens com um capacete de construtor na cabeça e luvas (sim, luvas, embora ninguém construa casas com luvas) nas mãos?
Pois dizemos que tal pessoa existe e atende pelo nome de Luciano Cury, vulgo Luci, ou Lucci, ou Luchie, depende da sua grafia favorita.

O Luciano é um editor quase formado, que sempre pôs pouca fé no mercado de trabalho concorrido que é esse do meio audiovisual, mas que no fim das contas conseguiu um trampo de verdade, com carteira assinada e tudo o mais a que tem direito, yey!
Mas o grande barato dele pro quasefilme é que ele é um verdadeiro Forrest Gump moderno, não no sentido que ele é lerdo ou foi pra guerra ou curte pingue-pongue, mas sim pelo fato que ele é um ótimo contador de histórias, um verdadeiro trovador moderno, embora ele mesmo discorde disso. Na verdade, esse era o grande motivo pelo qual queríamos ele. Mas no meio da conversa, as coisas enveredaram pro caminho das construções de casas, metrôs, concursos públicos, fé no mundo em geral e japoneses.
Isso faz parte do ser dele, ser do contra. Todo mundo fala que ele é a pessoa mais bondosa do mundo, mas ele diz que não, que todos somos iguais. Todo mundo acha que ele curte japoneses, pela sua ascendência oriental, mas não, ele não curte a comunidade nipônica num modo geral. A gente queria histórias, mas ficamos com reflexões, cara, que no fim vale a pena do mesmo jeito.
O Luci até se faz de mal, tá sempre com uma cara de poucos amigos, mas se encontrar com ele na rua, não tema, é só pagar um almoço bacana e conversar de boa que tudo se resolve, como a gente fez:

Esse é o Luciano, um gênio disfarçado de pessoa comum.
tags: ,,,,A Renata adotou Rebiscoito como “nome de guerra” virtual. Claro que a coisa logo mistura, e já é Rebiscoito mesmo na agenda do meu celular. Bom que é bem específico, difícil de confundir.
Fora uma possível fixação por bolacha – hm, será que isso quer dizer … – não dá pra chutar os motivos que levaram ao rê+biscoito. Parece também que a história nem é tão legal assim. E a Rê diz que não curte contar.
Mas o Quase Filme, num furo jornalístico, conseguiu descobrir as origens do Rebiscoito.
Pra gente valeu!
tags: ,,E tem história o garoto, viu? É do tipo que interage muito bem em vários tipos de ambiente, sabe se enturmar e fazer quem está perto rir – às vezes com ele, às vezes dele.
Felipe já brincou de ser esportista em muitos momentos da sua vida, do jiu jitsu ao windsurf, do volêi de praia ao longboard, da maromba da academia ao futsal. Mais do que playboy indeciso, leva jeito em várias dessas coisas, mas sempre parou antes de a brincadeira ficar séria.
Ultimamente, oscilou entre ser modelo e ser designer. Quer ser um, mas não larga do outro, quer o outro, mas acha que tem que estudar o um.
O Felipe modelo tem realizações maiores que o Felipe designer, e tão nessa lista uns desfiles na fashion week de São Paulo e uns ensaios que causariam constrangimento na Uniban.

Assim que acabou a faculdade, resolveu ir morar em Nova York por uns tempos, pra ver o que faz da vida. Vai tentar um trampo como modelo e talvez um curso de administração. O que quer mesmo é se aposentar ganhando bem, se possível, aos 30 anos.
Ele gravou com o Quasefilme um pouco antes de viajar. Uma das poucas certezas é que assim que chegasse nos EUA ia ter que pintar a casa da sua irmã e cuidar de uns cachorros pra ela.
Além dessa, sabe que vai ser uma temporada morando perto da namorada, Bruna, que é modelo. O Felipe tem uma analogia genial para comparar o grau de evolução deles dentro do mundo da moda: “A relação é que ela é a diretora e eu sou o gerente nivel 1″. Guru da autoajuda corporativa.
Daqui, torcemos pelos cachorros, pelos desfiles, pela faculdade de administração e pelo que mais aparecer lá na gringa pro garoto!
- No orkut, uma pesquisa engraçada
- No google, outra
tags: ,,,,,Até hoje, mais um dia de sol rachando cabeças aqui em São Paulo, gravamos 4 personagens. 3 e meio, se quiser ser mais exatidão, porque ainda faltam umas coisas do Luciano.
A nossa cobaia e primeira personagem é a Renata Arcoverde.

Renata é formada em design gráfico e trabalhou um tempo fazendo aqueles cartões em 3d. “Feliz aniversário”, você abre e aparece um bolinho com velas saltando do papel. Antes disso, já foi até animadora de festas infantis. Agora ela está na fase dos exames demissionais e precisa de outro emprego.
Renata curte mesmo esse negócio de interagir com desconhecidos, trocar bilhetinhos com um cara que ele sempre encontra no metrô, com aquele vizinho que puxa papo ou com o engravatado que cruza com ela na Faria Lima. Pra quem estiver curioso, vale uma visita ao blog dela, onde cada uma dessas histórias está explicada desalmadamente. E posso adiantar que já pegou uns caras com essa tática de guerrilha. E, engraçado, acho que nunca fez bilhetes para mulheres.
Renata pinta bolinhas pretas do lado do seus olhos, feitas de acordo com seu humor. E usa máscaras de bichos em baladas.
Renata é alguém na noite no mundinho virtual, tem um “nome artístico” que é Rebiscoito, e vários dos seus amigos conheceu pela internet. Costuma aparecer nos eventos twitteiros.
- blog – loucuras da mente de um biscoito
- twitter – @rebiscoito
- flickr – rebiscuit
- tumblr – rebiscoito
- Gengibre – rebiscoito
- blip.fm – rebiscoito
e no flickr do quasefilme tem mais fotos da Renata.
tags: ,,,O mundo é um lugar de infinitas possibilidades. Podemos ser tudo aquilo que sonhamos em ser. Podemos ter tudo aquilo que queremos ter. Podemos ler tudo aquilo que temos o interesse em ler. Algumas dessas coisas demandam trabalho, paciência, perseverança ou chame do que quiser. Outras nem tanto. E o mundo é o lugar das infinitas personalidades. Daquelas que se contentam em saber x ou daquelas que querem saber x elevado a potência n.
Mas todos, tantos os desinteressados quanto os interessados, são verdadeiramente espancados com o tamanho de coisa que surge na frente todos os minutos de todas as horas de todos os dias. É a era da sociedade do descarte. Descarte de informações, de produtos, de bens e de pessoas.
É impossível absorver tudo, saber tudo, prestar atenção em tudo. Ninguém tem a capacidade ou o disco rígido suficientemente grande para isso. Por isso a questão central de como sobreviver no mundo da hiperinformação, do hiperconhecimento, recai sobre saber filtrar o conteúdo, na criação de um repertório útil, que te sirva no propósito que bem entender.
Estamos aqui como criadores de repertório. Sem informações, sem histórias, sem conhecimento, sem relações, nada somos senão corpos passando um tempo por aqui. A essência de todos nós é isso. Nada mais que isso.
Por isso a importância das relações, de tentar entendê-las, de tentar acumular o que lhe for útil. Sem a obrigação de saber tudo, mas aquilo que de fato te interessar, que de fato te servirá para algo, por mais ínfimo que isso possa parecer para os outros.
Fernando Garrido
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