Esse é o Luciano

2 de dezembro de 2009 | 00:29

Quem toparia ficar saindo da estação Sumaré de metrô e indo pra estação Vila Madalena, num vai-e-vem quase eterno num dia de calor infernal, só pra ajudar os amigos no TCC deles? Tudo bem, andar de metrô até que é legal, aqueles túneis, aquelas pessoas curiosas, quem sabe o amor da sua vida na poltrona para deficientes ao seu lado, os vagões novos com ar-condicionado, vai saber, de repente até você topava.

Mas quem, além de curtir andar nesses trilhos legais, toparia rodar uma tarde inteira (no sol infernal) procurando construções para gravar passagens com um capacete de construtor na cabeça e luvas (sim, luvas, embora ninguém construa casas com luvas) nas mãos?

Pois dizemos que tal pessoa existe e atende pelo nome de Luciano Cury, vulgo Luci, ou Lucci, ou Luchie, depende da sua grafia favorita.

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O Luciano é um editor quase formado, que sempre pôs pouca fé no mercado de trabalho concorrido que é esse do meio audiovisual, mas que no fim das contas conseguiu um trampo de verdade, com carteira assinada e tudo o mais a que tem direito, yey!

Mas o grande barato dele pro quasefilme é que ele é um verdadeiro Forrest Gump moderno, não no sentido que ele é lerdo ou foi pra guerra ou curte pingue-pongue, mas sim pelo fato que ele é um ótimo contador de histórias, um verdadeiro trovador moderno, embora ele mesmo discorde disso. Na verdade, esse era o grande motivo pelo qual queríamos ele. Mas no meio da conversa, as coisas enveredaram pro caminho das construções de casas, metrôs, concursos públicos, fé no mundo em geral e japoneses.

Isso faz parte do ser dele, ser do contra. Todo mundo fala que ele é a pessoa mais bondosa do mundo, mas ele diz que não, que todos somos iguais. Todo mundo acha que ele curte japoneses, pela sua ascendência oriental, mas não, ele não curte a comunidade nipônica num modo geral. A gente queria histórias, mas ficamos com reflexões, cara, que no fim vale a pena do mesmo jeito.

O Luci até se faz de mal, tá sempre com uma cara de poucos amigos, mas se encontrar com ele na rua, não tema, é só pagar um almoço bacana e conversar de boa que tudo se resolve, como a gente fez:

Esse é o Luciano, um gênio disfarçado de pessoa comum.

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