Manifesto #2

2 de novembro de 2009 | 03:10

O mundo é um lugar de infinitas possibilidades. Podemos ser tudo aquilo que sonhamos em ser. Podemos ter tudo aquilo que queremos ter. Podemos ler tudo aquilo que temos o interesse em ler. Algumas dessas coisas demandam trabalho, paciência, perseverança ou chame do que quiser. Outras nem tanto. E o mundo é o lugar das infinitas personalidades. Daquelas que se contentam em saber x ou daquelas que querem saber x elevado a potência n.

Mas todos, tantos os desinteressados quanto os interessados, são verdadeiramente espancados com o tamanho de coisa que surge na frente todos os minutos de todas as horas de todos os dias. É a era da sociedade do descarte. Descarte de informações, de produtos, de bens e de pessoas.

É impossível absorver tudo, saber tudo, prestar atenção em tudo. Ninguém tem a capacidade ou o disco rígido suficientemente grande para isso. Por isso a questão central de como sobreviver no mundo da hiperinformação, do hiperconhecimento, recai sobre saber filtrar o conteúdo, na criação de um repertório útil, que te sirva no propósito que bem entender.

Estamos aqui como criadores de repertório. Sem informações, sem histórias, sem conhecimento, sem relações, nada somos senão corpos passando um tempo por aqui. A essência de todos nós é isso. Nada mais que isso.

Por isso a importância das relações, de tentar entendê-las, de tentar acumular o que lhe for útil. Sem a obrigação de saber tudo, mas aquilo que de fato te interessar, que de fato te servirá para algo, por mais ínfimo que isso possa parecer para os outros.

Fernando Garrido

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