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	<title>Quase Filme &#187; manifesto</title>
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		<title>Manifesto #2</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 05:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quase Filme</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mundo é um lugar de infinitas possibilidades. Podemos ser tudo aquilo que sonhamos em ser. Podemos ter tudo aquilo que queremos ter. Podemos ler tudo aquilo que temos o interesse em ler. Algumas dessas coisas demandam trabalho, paciência, perseverança ou chame do que quiser. Outras nem tanto. E o mundo é o lugar das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo é um lugar de infinitas possibilidades. Podemos ser tudo aquilo que sonhamos em ser. Podemos ter tudo aquilo que queremos ter. Podemos ler tudo aquilo que temos o interesse em ler. Algumas dessas coisas demandam trabalho, paciência, perseverança ou chame do que quiser. Outras nem tanto. E o mundo é o lugar das infinitas personalidades. Daquelas que se contentam em saber <em>x</em> ou daquelas que querem saber <em>x</em> elevado a potência <em>n</em>.</p>
<p>Mas todos, tantos os desinteressados quanto os interessados, são verdadeiramente espancados com o tamanho de coisa que surge na frente todos os minutos de todas as horas de todos os dias. É a era da sociedade do descarte. Descarte de informações, de produtos, de bens e de pessoas.</p>
<p>É impossível absorver tudo, saber tudo, prestar atenção em tudo. Ninguém tem a capacidade ou o disco rígido suficientemente grande para isso. Por isso a questão central de como sobreviver no mundo da hiperinformação, do hiperconhecimento, recai sobre saber filtrar o conteúdo, na criação de um repertório útil, que te sirva no propósito que bem entender.</p>
<p>Estamos aqui como criadores de repertório. Sem informações, sem histórias, sem conhecimento, sem relações, nada somos senão corpos passando um tempo por aqui. A essência de todos nós é isso. Nada mais que isso.</p>
<p>Por isso a importância das relações, de tentar entendê-las, de tentar acumular o que lhe for útil. Sem a obrigação de saber tudo, mas aquilo que de fato te interessar, que de fato te servirá para algo, por mais ínfimo que isso possa parecer para os outros.</p>
<p align="right">Fernando Garrido</p>
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		<title>Manifesto #1</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 01:28:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quase Filme</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seus pais estavam certos, você é especial. A conjunção de fatores que formam a personalidade de uma pessoa também funcionou pra você, forjando esse ser excepcionalmente único. Quem mais passou por tudo isso que você já viveu? Quem pode contar aquela história das almôndegas tão bem? Quem faz aquela cara de Al Pacino doente? Quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seus pais estavam certos, você é especial. A conjunção de fatores que formam a personalidade de uma pessoa também funcionou pra você, forjando esse ser excepcionalmente único. Quem mais passou por tudo isso que você já viveu? Quem pode contar aquela história das almôndegas tão bem? Quem faz aquela cara de Al Pacino doente? Quem demoraria mais pra entender as piadas irônicas? Pode ter certeza que seria fácil transformar a sua vida num livro, ou num filme. Fique satisfeito, tenho certeza que daria até uma trilogia. Se for colocar aquele período que você quis ser baixistas de rockabilly, então, dá até pra fazer um quarto episódio. A questão é dar oportunidade para você se mostrar, localizar alguns conflitos, expor um punhado de ambições, pescar a espontaneidade da sua cara quando não entende do que está falando. Ou quando entende perfeitamente; talvez aquela história da almôndega já sirva pra mostrar o seu potencial como personagem. Você pode ir pra telona, cara.</p>
<p>Não vai se apegar tanto. É só olhar aí pro lado que já encontra os outros &#8220;filhotes de mamães&#8221;. Fora os não-queridos, os vendedores, os artistas, os míopes, os fãs de Al Pacino, as verdes, os idiotas. São os outros especiais. Você quer virar filme, mas eu também, e aí? Num mundo onde o fluxo é intenso, a gente vai esbarrando com montes de pessoas legais, especiais, toscas e que valem a pena. Cada uma delas lota um DVD com suas histórias e com seus jeitos, e, pra lidar com a quantidade, talvez seja melhor assistirmos pulando uns pedaços. Assim, fica mais fácil de prestar atenção em todo mundo. Ou quase.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p align="right">Lucas Melo</p>
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